EDIÇÃO 22

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Pesquisa: site oficial (www.florindabolkan.com)

A atriz Florinda Soares Bulcão (Uruburetama, Ceará, 15 de fevereiro de 1941) foi uma das primeiras atrizes brasileiras a brilhar no exterior em mais de cinquenta filmes em todo o mundo. Foi Dirigida por diretores como Luchino Visconti, Elio Petri, Vittorio De Sica, Enrico Maria Salerno, Giuseppe Patroni Griffi, Damiano Damiani, Richard Lester, Michael Hoffman e Fabio Barreto. Atualmente é diretora e produtora.
Florinda veio para o Rio de Janeiro com 14 anos, para trabalhar como secretária. Aos 18, formou-se em línguas. Depois de vários tipos de trabalho, conquistou uma boa posição como “Executive Hostess” pela empresa de aviação Varig. Em 1963, em companhia de amigos, partiu para visitar Londres e Paris, que tinham ficado no seu coração, em uma viagem feita à Europa. Paris foi a cidade que mais lhe encantou e lá decidiu residir por dois anos.
Em diversas ocasiões recebeu propostas para trabalhar como modelo mas, devido ao seu caráter introvertido, não se achava apta para o trabalho. Ainda em Paris, frequentou um curso de francês na Sorbone e um de História da Arte no Museu do Louvre. Não encontrando uma forma de vida estável, decidiu voltar ao Brasil.


Em 1967, convidada por amigos italianos, encontrou em Roma, o famoso diretor italiano Luchino Visconti, que a convenceu a vencer sua timidez e tornar-se atriz. Visconti conseguiu persuadi-la a realizar um belíssimo teste de fotogenia que durou três dias, e a partir daí conseguiu, de imediato, uma participação no seu primeiro filme. Foi logo escolhida para participar em um filme com Jean-Louis Trintignant e Robert Hossein em Paris, que se chamava “Voleur de crimes”. Logo depois foi-lhe oferecido um papel no filme “Candy in Rome” ao lado de Richard Burton e Marlon Brando, seguido ainda de um outro filme de Visconti “La caduta degli Dei”, com Helmut Berger, Ingrid Thulin e Dirk Bogarde. Nos meses seguintes, Florinda Bulcão desde então chamada Florinda Bolkan, trabalhou em diversos filmes que lhe renderam fama tão grande ao ponto de tornar-se um grande talento na Europa.

Em 1968 – “Metti una sera a cena”, com Jean Louis Trintignant, Annie Girardot e Tony Musante, obtém o seu primeiro prêmio “Donatello” (O Oscar italiano), assim conseguindo o status de verdadeira estrela. Em 1969 – “Indagine su un cittadino al di sopra di ogni sospetto” conquista um prêmio no Festival de Cannes e o Oscar em Hollywood. Em 1970 – “Anonimo Veneziano” tornou-se o filme mais visto daquele ano, ofertando-lhe indelével marca do sucesso. Florinda conquista o seu segundo prêmio “Donatello” e todos os outros prêmios italianos. – Tornou-se a nº 1 na Itália, como atriz de papéis dramáticos e românticos. Nos anos entre 1970 e 1975, Florinda Bolkan representou em mais de 20 filmes, com alguns dos mais importantes diretores e atores do mundo. Seguem alguns títulos: Nos Estados Unidos: “The last valley” de James Clavell, com Michael Caine e Omar Shariff. Na França: “Le mouton enragè” de Michel Deville, com Jean Louis Trintignant, Rommy Schneider e Jane Birkin. Na Inglaterra: “Royal Flash” de Richard Lester com Malcolm Mc Dowell, Alan Bates, Oliver Reed. Na Etiópia: “Assassinato em Sarayevo” de Velko Bulajich com Christopher Plummer. Na Itália: “Um uomo da rispettare” de Michele Lupo com Kirk Douglas e Giuliano Gemma. “Flavia” de Gianfranco Mingozzi, com Maria Casares. “Cari genitori” de Enrico Maria Salerno com Maria Schneider e Catherine Spaak. Conquista, nos Estados Unidos, o prêmio de Melhor Atriz, recebido da “Los Angeles Film Critics” além de uma possível indicação ao Oscar. Os estúdios de Hollywood começaram a cortejá-la. Mas acotovelar-se com as ambiciosas estrelas de Hollywood não era a jogada dela. Recitou em “The word” com David Janssen para a CBS TV, mas sentia-se muito infeliz com o tipo de vida e os valores de Beverly Hills.
Florinda caiu em uma grande crise de identidade, e decidiu-se pela experiência de viver uma “vida normal” e de fazer coisas que nunca tinha tido tempo de fazer, esquecendo as pressões a que fora forçada durante muito tempo. Começou a viajar, construir casas, vendê-las, plantar árvores, praticar esportes, sobretudo montar os seus adorados cavalos, mas também velejar, voar, esquiar e jogar tênis. Ser uma mulher ociosa não era a sua resposta à vida.

 

Depois de quatro anos era importante trabalhar de novo. Assim , em uma nova casa de campo nas proximidades de Roma, ficou contente ao constatar que ninguém a havia esquecido. Tornou a recitar em um par das comédias italianas, e gravou o mais popular seriado de TV , já realizado nesse país. “La piovra” nº 1 e nº 2, que bateu todos os recordes de audiência e a celebrizou entre a nova geração de jovens, como aconteceu 15 anos antes com “Anonimo Veneziano”. Alem do mais conquistou todos os prêmios para a TV do ano de 1986. Não satisfeita com as passadas de glória, e procurando alguma coisa entusiasmadamente, Florinda decidiu que, um verdadeiro ator tem que demonstrar o seu talento no teatro. No inverno de 1984 recitou, em italiano, com Michele Placido, na comédia “Metti una sera a cena”, com o mesmo diretor que, anos antes, tinha rodado o filme. A comédia foi um sucesso incrível que tornou-se a mais solicitada, pelos aficionados, ópera teatral daquele ano. Florinda era a primeira atriz que, com um sotaque estrangeiro, divertia o público dos mais antigos teatros italianos! Em 1985-86. em uma tendência mais clássica, sob a direção de Giuseppe Patroni Griffi, Florinda Bolkan interpretou Yelena Andreyevna, personagem da comédia de Cekov “Zio Vania”. Provou definitivamente ser, profissionalmente, do nível dos grandes atores, e conquistou a estima e os aplausos do público e da crítica. Em 1986-87 fez parte do elenco de Michael Hoffman, no filme “Sisters”, rodado no Canadá e produzido por Robert Redford, pela MGM.
Em 1991-92, prosseguindo sua busca por novas metas e sendo uma pessoa de bom gosto, Florinda lança seu primeiro livro de bolso intitulado “Vi invito a tavola”, editado na Itália, pela Mondadori. O mesmo livro é publicado no Brasil com o nome “A mesa com Florinda”, Edições Maltese. Em 1997, de retorno ao Brasil roda “Bella Donna” de Fábio Barreto, produzido por Luis Carlos Barreto . Agora, depois de uma carreira de atriz muito interessante, Florinda Bolkan empenhou-se pessoalmente em escrever, produzir e dirigir o seu primeiro filme “Eu não conhecia Tururú” (Io non conoscevo Tururù), inteiramente rodado no Nordeste do Brasil.

 

   

 

   

 

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